Fiação e Tingimento

As matérias primas mais empregadas são: a lã de ovelha, o pêlo de camelo, o pêlo de cabra e ainda a sêda. A qualidade final do tapete depende muito da qualidade do material empregado. Estes materiais podem ser utilizados misturados ou não.

Após a obtenção e limpeza a matéria prima, o processo seguinte, na tecelagem manual, é a obtenção dos fios ( fiação ) e seu posterior tingimento.

O fio é obtido através de um movimento de torção das fibras da matéria prima. Este movimento pode ser feito através do uso do fuso ou de uma roca. O fuso se assemelha à um pião; com o rodar do mesmo, as fibras vão se torcendo, gerando o fio.

A roca tem a mesma função do fuso, sendo girada através do auxilio de um pedal, o que lhe confere maior produtividade do que o fuso. Nas imagens abaixo, tecedeiras utilizando a roca ou o fuso, na preparação dos fios antes do seu tingimento.

Após a obtenção do fio, o passo seguinte é o tingimento. Os corantes podem ser de origem natural ou sintética.

Até o final do século XIX, os fios eram tingidos com corantes naturais, obtidos de plantas e insetos. Os principais vegetais utilizados na região eram:

AMARELO – Açafrão e folhas de videira

VERMELHO – Raiz de garança

AZUL CLARO – Índigo e Anil

MARROM – Noz e castanhas

A partir do início deste século, devido a maior facilidade, tempo e menor custo no tingimento químico, foram introduzidos os corantes sintéticos, que praticamente substituiram os tingimentos com corantes naturais. Por este motivo, hoje, os tapetes que ainda utilizam o método tradicional de tingimento são muito valiosos.